Jogadores atualmente lesionados & suspensos no Campeonato Argentino

 

O Campeonato Argentino certamente figura em qualquer lista de torneios mais confusos do mundo. Tem passado por uma série de mudanças ao longo dos anos. Muitas delas foram motivadas por questões políticas. Duas das mais importantes aconteceram em relação ao número de participantes e ao próprio calendário, que deixou de ser anual para seguir o modelo europeu com a temporada sendo dividida em dois anos.

O torneio, que a partir da temporada 2017/2018 ganhou o nome de Superliga Argentina para dar um ar de maior profissionalismo, algo que não existe na prática, chegou a ter 30 disputantes. Está em processo de transição para a redução desse número. Porém, até chegar no número considerado ideal, sequer há a possibilidade de promover uma disputa em sistema de ida e volta. Por falta de datas, a disputa acontece em turno único.

Última atualização em 22/09/2020, 10h.

Banfield

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Nicolás LinaresLesão do ligamento cruzado14/02/2020Final de setembro de 2020

Boca Juniors

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Ramón AbilaLesão muscular11/09/2020Meados de outubro de 2020

Defensa y Justicia

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Francisco PizziniTendão/Distensão18/09/2020Final de outubro de 2020

Independiente

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Gastón TogniLesão do ligamento cruzado17/03/2020Final de setembro de 2020

Newells Old Boys

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Mauro FormicaLesão na virilha05/06/2020Final de setembro de 2020
 Denis RodríguezLesão no Tendão de Aquiles02/09/2020Começo de janeiro de 2021

Patronato de Parana

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Fernando David Luna08/09/2020Meados de outubro de 2020

Racing Club

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Mauricio MartínezLesão na coxa14/03/2020De volta aos treinamentos

River Plate

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Benjamín RollheiserLesão do ligamento cruzado19/02/2020Final de setembro de 2020
 Lucas PrattoTendão/Distensão07/09/2020Começo de outubro de 2020

Rosario Central

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Fabian RinaudoLesão no joelho30/05/2020Final de setembro de 2020
 Joaquin LasoLesão muscular29/08/2020Final de setembro de 2020
 Diego ZabalaFratura no dedo do pé10/09/2020Meados de outubro de 2020
 Damian Alberto MartinezLesão muscular10/09/2020Algumas semanas

San Lorenzo

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Nicolas Fernandez16/02/2020Final de setembro de 2020

Union

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Matías GallegosLesão nos meniscos01/09/2020Começo de outubro de 2020

Velez Sarsfield

JogadorLesãoData de lesãoRetorno
 Fernando GagoLesão do ligamento cruzado31/01/2020Final de setembro de 2020
Jogador voltou a treinar
Jogador voltará no futuro próximo
Jogador ausente por um longo período
Suspensão

Isso porque o calendário argentino inclui o Tradicional Torneio de Verão, a Supercopa, a Copa da Argentina e, de quebra, tem a participação dos clubes nos torneios continentais como Copa Libertadores da América e Copa Sul-Americana. Ou seja: é muito jogo para pouca data. Isso faz com que muitas rodadas tenham partidas canceladas que ficam aguardando um momento em que os times abram espaço no calendário para se enfrentar.
Não é o único efeito colateral. Com partidas realizadas seguidamente sem o tempo suficiente para que os jogadores se recuperem fisicamente, o número de lesionados acompanha esse ritmo.

Há ainda outro fator responsável pela ampliação da quantidade de jogadores machucados. O estilo argentino de disputar cada jogada mesmo que isso exija certa rispidez também colabora para ampliar o problema. Isso além, naturalmente de muitos cartões amarelos e vermelhos deixando uma série de atletas pendurados e suspensos a cada rodada.

Outra ação desse cenário é provocar uma grande oscilação no rendimento dos times. Talvez por isso não haja uma hegemonia de conquistas desde o período entre 1999 e 2004, quando o River Plate ganhou quatro das cinco edições da competição, que naquela época era disputada de acordo com o calendário europeu, passou para a temporada em um ano só e, depois de três disputas nesse modelo, voltou para o sistema antigo.

As muitas mudanças no regulamento e calendário não são os únicos motivos que trazem confusão ao torneio. O sistema de rebaixamento feito para beneficiar os times grandes também colabora para isso. Para evitar que equipes tradicionais e poderosas como Boca Juniors, River Plate, San Lorenzo, Independente, Racing e outros que estão entre os gigantes da Argentina caíssem, a Federação implantou uma fórmula em que o rebaixamento é definido pelo conjunto das últimas temporadas.

Assim, se um dos grandes não tiver um ano bom, pode usar a ‘poupança’ dos anos anteriores para permanecer na divisão de elite. Privilégio que não têm as equipes de menor investimento que garantem uma vaga na Primeira Divisão do Campeonato Argentino. Quando fazem sua primeira temporada na Superliga não possuem lastro dos anos anteriores. Dessa forma, se ficarem nos últimos lugares, são rebaixadas sem dó nem piedade.

Assim como aconteceu com o Brasileirão, o Campeonato Argentino também foi beneficiado com uma farta distribuição de vagas para as competições da Confederação Sul-Americana de futebol. Os cinco primeiros colocados na competição conseguem um lugar na Libertadores da América. Os quatro melhores vão direto para a fase de grupos. O último desse grupo precisa disputar as eliminatórias para chegar lá. Quem termina entre o sexto e o décimo primeiro postos vai para a Copa Sul-Americana.